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Cruzadas / O Mercador de Pesadelos (Relato de Regressão, parte XI)

Aqui começa a montar o quebra-cabeça de muitos problemas que trago até hoje...



CRUZADAS


Agora parece que estou no tempo das Cruzadas. Eu e um rapaz ao meu lado, que é meu melhor amigo, estamos em um cerco a um castelo, e eu não queria estar ali, mas acabei indo.

Esse amigo é mais novo que eu, e eu sempre o protejo. Só estou ali por que ele foi.

Acho que esse rapaz é o Alberto (meu mentor).


A vida toda nossa (somos jovens) eu estava sempre protegendo ele, e aí quando ele se alistou para essa Cruzada, eu fui só para protegê-lo.


Estou tentando convencê-lo a procurar outro lugar fora da vista dos arqueiros para que consigamos invadir o lugar, sair daquela muvuca, mas ele quer ficar ali.


Ele tomou uma flechada no rosto, nos olhos.


Consegui arrastá-lo para fora daquele caos para tirar a flecha, tirei seu capacete, mas não ia adiantar. Ele já nem conseguia falar.


Ele morreu, e eu fiquei muito atormentado por sua morte, me senti muito culpado por não ter conseguido protegê-lo. E daí para frente virei um bicho.


Acho que agora estou de volta ao jardim gramado, aos pés do chafariz.

Alberto está falando que esse era 1 dos motivos que ele era grato a mim. Parece que nessa vida eu ensinei para ele o valor e o poder da amizade.


Agora parece que estou ao mesmo tempo sentada no gramado e parada em cima da plataforma da visão da morte na pira funerária, olhando o pôr do sol.


MERCADOR DE PESADELOS



Vejo uma mesquita pegando fogo, muito longe.

Acho que sou um homem árabe, uso um turbante verde, ou alguma coisa na cabeça na cor verde. Uma túnica de linho branca. Sou comerciante.


Comerciante de pesadelos? (essa ideia surge muito clara na minha cabeça)


Tem uma tempestade de areia, estou em uma caravana, mas ao longe dá para ver fumaça de uma cidade que está sendo atacada.

Tem umas sombras negras que parecem feitas de areia, elas ficam serpenteando ao meu redor, eu lido com elas, não que elas respondam a mim, mas eu as vejo e temos um acordo.


Eu estava indo para essa cidade porque tinham me avisado que tinha algum tipo de tesouro nela.


Sou um comerciante de pesadelos porque todas as pessoas que ficam no meu caminho, peço para essas sombras darem um jeito nelas.


Não me sinto mal, não me sinto uma pessoa vil por isso. Sei que é assim que funciona.


Sai no meio da tempestade, pois queria chegar logo na cidade. Pedi para as sombras me protegerem, e fui.


A cidade tinha sido atacada pelos Mala, Mala alguma coisa, não consigo entender o nome. Entrei na cidade no meio do caos pois as sombras me protegiam.


Cheguei na porta da mesquita, é lá onde está o que procuro. Parece um livrinho com alça, vejo-o como um objeto muito brilhante na minha mente.


Os invasores não são árabes, por isso queimaram a mesquita.

Tem alguma coisa na religião que sigo falando dessas sombras, e eu aprendi a mexer com elas desde pequeno, meu pai me ensinou.


É uma coisa de família.


Estou parado na porta da mesquita, mas ela está queimando. Não sei se entro.

Parece que os invasores não me veem.


Estou esperando alguma coisa para entrar.

As sombras já falaram que não iriam entrar. Eu teria que entrar sozinho para procurar. Eu vejo na minha mente o livro brilhando. Não quero entrar, mas cada vez que vejo esse livro na minha mente eu fico decidido a entrar.


Entrei.


Uma viga de madeira enorme caiu sobre mim, em chamas.

Sinto muita dor nas costas, mas espero as sombras virem me ajudar, pois elas sempre vem.

Mas elas não vão me ajudar dessa vez.


Fiquei preso.


Nesse momento sei que vou morrer, e vejo que as sombras se materializam em formas humanas. São 2 homens. Eles correm pela cidade e atravessam as pessoas que estão fugindo ou lutando, e cada vez que eles fazem isso é como se eles tirassem alguma coisa delas, do chakra cardíaco. Observo isso e penso "vixi".


Acho que esse livro que eu estava atrás era algum artefato egípcio, algum livro de magia egípcia, sei lá.


Nessa vida fui muito ganancioso. Como desde pequeno aprendi a lidar com essas sombras, achava muito normal. Afinal, esse conhecimento estava no livro sagrado da minha religião, e se estava lá então estava tudo bem. Qualquer um poderia fazer uso delas, e quem não usava, é porque não queria. Por isso nunca me arrependi das coisas que fazia.


Uma das sombras passou por mim e tirou alguma coisa da região do meu coração.


Agora parece que estou no deserto, afundando em areia movediça. Grito por socorro, mas ninguém aparece, e mais eu me afundo. Gozado que a areia me puxa, e quando estou quase sufocando, alguma coisa me puxa um pouco para cima, só pra começar o processo de afogamento.


Tem alguém falando dentro da minha cabeça que é só isso o que eu mereço, passei minha vida sufocando os outros, então o meu destino era ficar ali, sufocando, para sempre.


Chegou uma hora que eu nem lutava mais, só deixava me afundar e puxar. Estava começando a sentir que eu tinha feito alguma coisa errada, mas não sabia o que poderia ter sido.


Alguém me disse que o que estava errado era o meu coração.

Meu coração estava trancado e carregado, e eu precisava aprender a lidar com isso.


Acho que estou na cabana de novo.

Hanuman (outro mentor, e hoje meu Professor de Kung Fu) estava lá.


Ele diz que a minha vida tinha sido extremamente reprovável, não consigo entender direito no que ele fala. Alguém fala com o Hanuman para ele pegar leve comigo, mas ele disse que tinha que falar daquele jeito comigo porque eu ainda estava muito apático, amortecido, sem noção dos meus erros. Sabia que tinha algo errado, mas não sentia nada.


Eu precisava de um choque.


Hanuman diz que aquelas sombras que eu achei que controlava na verdade eram elas quem me controlavam, minha vida inteira. E que por causa disso eu tinha prejudicado muita gente sem nem me preocupar.


Ele diz que tenho que cuidar do meu coração. As respostas, as dúvidas, tudo estava trancado dentro do meu coração. Alguma coisa, talvez no momento em que as sombras passaram a mão no meu coração, parece que nesse momento bloqueou alguma coisa, sei lá, tenho a impressão que esse tipo de bloqueio, eu ainda tenho até hoje, não resolvi isso.


Parece que ele está falando comigo agora. Eu preciso doar o que tenho no meu coração.


Tenho impressão que eu, Melissa (da vida da morte no banheiro de rodoviária), estou perguntando através da minha versão árabe de onde nos conhecemos. Só vejo a imagem de uma pessoa hindu com uma flecha dourada no arco, pronta para atirar, apontando na minha direção.



Lord Ram com arco e flecha (não vi a pessoa que segurava o arco, só as mãos)


Ele tá puto comigo, não quer responder. Só mostrou isso.

Acho que conheço ele dos sermões de Buda, nós nos tornamos amigos em algum sermão.


Mestre do Barco que é bom, nada, né, meu filho?


Acho que é isso


Preciso desbloquear as respostas que procuro dentro do meu coração. Elas estão bloqueadas há muito tempo, e preciso trabalhar com as minhas mãos para desbloquear isso no meu coração, e se eu precisar de alguma coisa, é pra pegar energia do pôr do sol.


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Ainda não tive muitos insights sobre esta vida de Mercador de Pesadelos - se alguém entender alguma referência, por favor, deixa nos comentários!

Sei que tudo foi metafórico, mas sei lá.



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