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Quando a Razão me afastou do Coração


Recentemente vivi uma experiência, dessas que acontecem com todo mundo:

simples, mas profunda. E se temos olhos de ver e ouvidor de ouvir o coração, é o tipo de oportunidade que pode mudar tudo.

Então senti de compartilhar com você ♡ que seja útil.


Às vezes, no meio da vida acontecendo, levantamos mini bandeiras internas sem perceber. Pensamentos que começam pequenos mas vão se repetindo, repetindo... e aos poucos, vão moldando a forma como enxergamos tudo.


“Estou cansada." "´Tá pesado." "Não dou conta.”


O delicado nisso é que acreditar nessas narrativas vai limitando, diminuindo nossa capacidade de reconhecer a grandeza da vida. Ela continua acontecendo grande, mas o coração vai se fechando ao flow. Bênçãos continuam chegando, mas escapando do nosso olhar. O pouco parece muito A mente contrai, o corpo enrijece e sem perceber, passamos a escolher a partir da resistência.

 

Outro dia passei por algo assim.


Muitas coisas para resolver, muitos 'fios soltos', pequenas situações se acumulando dentro da mente até que, sem perceber, fui alimentando uma sensação de sobrecarga.

No dia seguinte, depois de prestar atenção no meu respirar, me exercitar e me recolher em silêncio, eu me sentia um pouco melhor - más - aquela narrativa estava ali, ainda forte, e eu estava convencida que tudo estava demais e que eu estava fazendo demais.

À noite fui para um encontro de estudo, mantra e meditação. Em determinado momento, senti vontade de parar de cantar e só ficar quieta.


Então, em meus olhos da mente, vi o Mestre do meu coração me olhando e sorrindo para mim.


> talvez isso seja difícil de explicar para quem nunca viveu algo assim, mas um verdadeiro professor espiritual não existe para alimentar nossas máscaras mais confortáveis. Quanto maior nossa entrega, mais profundos os lugares que são tocados dentro da gente. Lugares beeeem mais escondidos de orgulho, controle, vaidade, inveja, resistência, medo de confiar. Então muitas vezes incomoda porque o ego quer tudo sem transformar nada. Sem vulnerabilidade. Quer confiar, mas só quando tudo parece seguro. E certas relações sacodem profundo essas estruturas internas - não por submissão, mas por rendição.


E naquele silêncio e presença amorosa, algo surgiu de dentro: eu estava vendo de cabeça pra baixo. Eu não precisava fazer menos.

Eu precisava fazer mais.

Me doar mais.

Me abrir mais.

Aceitar mais.

Parar de alimentar a resistência à vida

e voltar a oferecer presença ao que a vida estava pedindo de mim.


Olha como isso é profundo: a mente dizendo: “eu estou cansada” e meu coração respondendo “então faça mais”.

Pois é.

Naquele instante o cansaço desapareceu.


Não porque minhas responsabilidades sumiram. Mas porque uma grande quantidade de energia que estava presa numa resistência se dissolveu ao contato com a luz do meu coração. O peso não estava nas tarefas, mas no meu egoísmo em me doar. No meu controle.


Como é revigorante quando o coração encontra espaço. E como é importante silenciar o suficiente pra conseguir ouvir essa guiança sobre o que é BOM para nós, e que às vezes vai na direção oposta ao que é mais confortável ou conveniente.

Importante saber disso: quando estamos prontas pra dar um passo em direção ao amor, a resistência se levanta. E ela é muito convincente. Era muito 'fácil' sustentar aquela razão na minha mente, eu tinha todos os melhores argumentos.

Que bom que pude me ouvir.


No dia seguinte, depois de repassar e anotar meus sonhos, pulei da cama.

O pensamento era o mesmo: "tenho muita coisa pra fazer".

Mas no lugar da pressa, só alegria.

Transbordante.

As mesmas tarefas, peso nenhum.

Só coração.

 
 
 

2 comentários


Paula Constantino
01 de jun.

uaaau, que texto lindo e necessário!

Obrigada por compartilhar 🙏🩷

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Convidado:
16 de jun.
Respondendo a

Quanta luz,humildade e priciosidade.Obrigada por isso 🌷

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