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  • Foto do escritorHigen

Regressão Involuntária- ou nem tanto- (Relato de Regressão, parte XIII)

Ontem, ao deitar, pedi para que eu pudesse ver o que eu precisasse ver.

E vi.

Se tem uma coisa que é tiro e queda, é dormir ouvindo as práticas meditativas da Andreia.

Mano do céu, é ouvir e sonhar coisas incríveis - principalmente a prática que chamo de 20:20 (porque ela tem 20 minutos e 20 segundos de duração).


Senti a necessidade de dormir cedo ontem, desliguei tudo e coloquei essa prática para ouvir e dormir.


Tive o seguinte sonho:


Estou no Japão, e pelas roupas, na idade média. Sou uma japonesa magra e pequena, cabelos revoltos, roupas claras e surradas, e sinto fome. Invado um templo budista ou xintoísta que fica no meio de uma floresta de árvores de tronco fino e folhas escuras, para tentar roubar comida. O templo por dentro tem portas incrivelmente estreitas (acho que tinham 50cm de largura? Eu era magra e pequena, e tinha que passar com cuidado por elas), e longos corredores claros. Sei que o caçador do templo está atrás de mim, um jovem bonito, usando roupas escuras e um arco e flecha nas costas. Ele me persegue por dentro do templo, mas eu sempre consigo me esquivar - e faço isso como se fosse uma dança leve e divertida.


Por fim ele me alcança, mas eu explico que estou faminta e só queria comer. Ele me olha com seus olhos sérios e gentis, e me diz para ir até a cozinha do templo falar com 2 senhoras que estavam lá.

Entro de novo, e penso: - Como fizeram para entrar os móveis aqui?, pois as portas eram realmente muito estreitas.

Na cozinha, encontro 2 senhoras japonesas, conversando sentadas em uma mesa. A cena parecia mais moderna, não medieval. Me aproximo com medo:- Oba-san…- eu ia falar em japonês???-, eu tenho fome. Pode me dar alguma coisa para comer, por favor?

Ela me olha, e aponta com a cabeça um pote próximo:- Ali tem sementes de mamão. É só tostar e comer.


Encho as mãos com as sementes e saio, sem saber como iria comê-las.

Na varanda do templo, tem algumas pessoas me esperando, e sei que são minhas amigas. Acho que algum tempo deve ter passado, porque agora sinto que trabalho lá.

Me sento ao lado delas, e começo a beliscar as sementes. O jovem caçador está lá, mas agora ele usa um moletom na cor branca, um branco brilhante. Me sinto muito atraída por ele, pela sua bondade, mas também o sinto triste.

  • Como eles conseguiram fazer os móveis passarem por essas portas estreitas?- pergunto aos meus amigos, mas então um deles (uma moça) me cutuca para eu me calar, pois uma das senhoras do templo estava ali perto, tirando água de um poço. Ela usava um kimono roxo e getas (aqueles chinelos de madeira com salto).

Getas


Olho para um campo plano, a frente, vejo vários falcões pousados. Me levanto e corro até eles, e o caçador vem comigo. Quando chego lá, paro, observo aves filhotes ciscando.

  • Porque veio até aqui?- o caçador me pergunta.

  • Senti que os falcões precisavam de mim.- respondi, mas sem saber o que fazer agora.


Entro no templo de novo para fazer algo, e o caçador vem atrás. Quando passamos por uma sala escura, ele me abraça com gentileza e me beija.

“Ui, agora somos namorados!”, pensei, cheia de alegria. Ele tinha uma energia muito boa, muito parecida com a do meu namorado nesta vida.

Namoramos escondidos de todos, e aproveitamos estes pequenos momentos para nos beijarmos. Em um momento, ele me abraça, coloca um pé embaixo dos meus 2 e me ergue do chão com facilidade.

  • Como você consegue fazer isso?- pergunto, enquanto ele me leva para uma sala vazia.

  • Consigo fazer isso porque você já faz parte do meu corpo.- Ele responde, e me deixa derretida.

Depois disso estamos na varanda de novo, e uma senhora com ar austero conversa com o caçador. Ele parece ainda mais triste perto dela, e ela o recrimina o tempo todo. Chego perto para servir uma bandeja com doces japoneses, ela nem me olha, pois sou uma simples empregada do templo, e com certeza ela não sabia do meu relacionamento com o caçador.

Senti que ela era a mãe dele.

Depois que ela vai embora, me aproximo dele e o abraço. Ele parece resignado.

  • Você sabe cozinhar?- pergunto.

  • Sei. - ele diz, com a voz triste, mas contida.

Passo a mão pelos seus cabelos curtos e espessos:- Você teve que aprender a se virar sozinho desde pequeno, né?

Ele me olha sem conseguir segurar a tristeza, e me abraça. Ficamos assim, abraçados, praticamente fundidos em uma coisa só, uma energia só. Eu o amava demais, e sentia que ele também me amava muito.

Em alguns pontos, houve interferência da minha consciência (como o moletom branco que o caçador passa a usar), mas eu sinto que esta foi uma regressão, minha e do meu namorado nesta vida.

Eu já tinha percebido ele em alguns trechos de outras vidas que vi, mas neste "sonho", a energia dele me atingiu como um raio.

O caçador era ele.

Eu era a dançarina/ladra de comida.


Na noite anterior, tive um sonho com outra temática, mas em certo ponto, esta cena aconteceu:


"Entro em um banheiro e provo uma máscara de cílios, então um homem grande, bonito, entra e vem na minha direção. Ele tinha um olhar apaixonado, reparei que só tinha eu no banheiro, e começo a falar: - NÃO! NÃO! NÃO!

Minha preocupação maior era derrubar a embalagem da máscara, mas ele me abraçou com cuidado e me deu um beijão de cinema. Senti que eu tinha que corresponder, parecia que eu estava representando alguma cena (mas ele não estava), então relaxei e aproveitei o momento.

Ele era incrivelmente delicado nos gestos, fiquei impressionada. Ao que parece, ele me amava (ou amava a pessoa que eu parecia ser, com cabelos escuros em tamanho médio - meu cabelo é ruivo e longo), e sentia muita saudade.

Quando me soltou, reparei que eu tinha sujado a gola da camisa que ele usava com a máscara de cílios, tentei limpar mas ele não deixou. Me olhou com muito amor, pegou minhas mãos, beijou-as e saiu do banheiro.

Fiquei sem entender absolutamente nada, mas senti que quando ele saiu do banheiro, voltei a ter a minha aparência."


A camisa que sujei é uma camisa que meu namorado tem- e que não usa a pelo menos uns 8 anos. A aparência que senti que tive nesse sonho (cabelos médios e pretos) era a mesma da dançarina do templo. O rapaz que me beija no banheiro era o mesmo caçador, mas com outras roupas.


Ou seja, esta regressão já estava se insinuando na minha mente.


Agora, preciso descobrir o que fazer com ela kkkk.


Mas sim, é possível a gente ver vidas boas, vidas onde a gente não faz nenhuma desgraça e termina no Umbral.

Sinto até agora a vibração desta regressão, o amor, o cuidado e a sensação de pertencimento que tive.


Perguntem para a Andreia sobre esse áudio dos 20:20 (acho que ela conhece como prática do Thomas, se não me engano, a de escrever e apagar em uma lousa).

Já tive experiências catárticas, experiências divinas, só coisa fina com ela.



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