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  • Foto do escritorHigen

Uma vida no Japão (Relato de Regressão, parte I)

Sei lá, senti de compartilhar aqui em capítulos as vidas que puder ver nas minhas sessões de regressão.




Antes de começar, sempre bom lembrar que para mim, fazer a terapia de regressão a vidas passadas foi um divisor de águas. Para você, pode não ser o caminho certo (e está tudo bem com isso).


Sempre me senti impelida a fazer regressão. Desde pequena, mesmo sem saber muito a respeito, tinha muita curiosidade.

Mas ai, sempre li a respeito que fazer regressão só por curiosidade não era motivo suficiente, e travei. Porém, quando a parte espiritual começou a gritar na minha cara (literalmente) de que eu precisava fazer isso, decidi ir sem um "bom motivo" mesmo.


A saga de encontrar um bom profissional levou quase uns 5 anos, mas finalmente encontrei. E tive a certeza de que estava no caminho certo quando descobri que o nome da profissional que me acompanharia era EXATAMENTE O MESMO NOME da minha personagem principal no meu mangá.


Fiquei com medo.

Fiquei imaginando o que eu faria se descobrisse coisas ruins.

Martelei na minha cabeça que seja lá o que eu descobrisse, pertencia a uma época de ignorância da minha parte, e o importante era que hoje em dia eu não faço (e nem faria) nada parecido.


Uma coisa que percebi é que, sem conhecimento, eu já estava acessando vidas passadas. E sem conhecimento e acompanhamento de um profissional, eu estava acessando situações que me perturbavam imensamente.

O que a profissional que me ajudou sempre diz é que A GENTE SÓ VÊ O QUE ESTÁ PREPARADA PARA VER, pois as sessões sempre são acompanhadas por nossos mentores, e são eles quem ajudam a organizar o fluxo das visões.


Bom, chega de papo e vamos ao 1° relato.

Pretendo compartilhar aos poucos, e com algumas explicações posteriores, mas se você que está aqui lendo estas linhas tiver alguma dúvida, é só deixar nos comentários :)


O MESTRE DO BARCO, JAPÃO.


Um céu nublado, bem carregado, com um arco-íris.

Um templo xintoísta na cidade de Nara, Japão.

Estou perto de uma pessoa que sinto muita falta até hoje, mas não sei quem é. O sol está baixando atrás das montanhas. Sinto muita falta dessa pessoa, desde sempre. Começo a chorar.


Vejo estupas tailandesas.


Sinto formigamento do lado esquerdo. A palavra Nara surge.


Antuérpia também.


Nara me traz aconchego e angústia.


Vejo uma erupção vulcânica ao longe.


Sinto um pouco de tristeza, saudade.

Estou num barco, dei a mão para um homem que está de pé na proa, de costas para mim. Parece que estou me despedindo dele, estou muito triste. Não sei se o verei de novo. Não sei se ele está indo para um duelo. É um barco pequeno. Dei a mão para me despedir ou prometer alguma coisa.


Estou andando a cavalo em um campo num lugar meio chuvoso, cheio de rocha, num campo verde. Me sinto feliz, o vento bate no meu rosto. Parece Irlanda, Escócia.


Estou sentada na beira de uma janela em uma construção de pedra. A janela é larga e estou conversando com um rapaz. Vestimos uma túnica marrom de tecido grosso. 1300 me vem à cabeça.


Estou na frente de um altar de uma igreja. Estou sozinha, visto uma roupa preta e branca. A igreja é escura, e tem formato de cruz.


Vejo um monge de roupa amarela e vermelha sentado numa rocha no meio da natureza. Está de tarde, eu o vejo do alto e de costas.


(Por ser minha primeira sessão, vi várias cenas desconexas. Vou deixa-las na cor roxa para não confundir com a vida principal).


De volta ao barco, um de nós 2 vai morrer. Estou muito triste porque ainda não estou pronta pra me despedir. Não quero ficar triste na frente dele, porque sei que isso pode desestabilizá-lo, mas não posso evitar. Não vou vê-lo nunca mais. É uma pessoa que admiro muito. Ele é alto e tem cabelo longo. Não sei o que vou fazer sem ele, e tenho certeza absoluta que não vou vê-lo mais. Olho em volta e não vejo nenhuma ilha, só o mar. Estou sentada atrás dele, ele está de pé.

Eu queria ser como ele, e a convivência com ele me faz melhor. Sem ele, não sei o que fazer. É uma tristeza muito grande.

Eu pedi pra me deixar ir junto com ele, ele não deixou, diz que precisa ir sozinho.

Eu volto sem ele, mas não sei o que aconteceu. Estou destruída, muito triste. Porque foi ele, e não eu, que teve que duelar?

Me sinto culpada por ter colocado ele nessa situação.


Talvez eu tenha me matado depois disso, pois estava deprimida. Talvez tenha me atirado de um rochedo, na mesma ilha. Só queria encontrá-lo, não conseguia viver sem ele e/ou com a culpa.


Vejo o alto de um promontório. Muitas rochas, um mar revolto, um dia nublado. Estou na beira desse promontório. Sentia uma dor, uma saudade enorme.

Vejo uma baleia azul pulando no mar. A sensação de dor está melhorando. Vejo um arco-íris, o mar parece mais calmo. A saudade continua, mas o desespero melhora.

Voltei, peguei um barco, saio da ilha.


Passei o resto da minha vida carregando essa saudade. Era uma pessoa que me fazia querer ser melhor, eu admirava muito, e era uma pessoa muito boa.

Uma casa simples, de palha e madeira, em uma planície. Eu carrego alguma coisa muito pesada nas mãos, algo que parece se transformar nas minhas mãos. Estou sentada diante de uma fogueira, de noite, lua cheia e bem grande. Continuo a sentir as mãos pesadas. Estou olhando para a fogueira. Apareceu um monge para conversar, ele usa uma roupa escura, vinho. Eu gosto muito dele, e ele está me aconselhando. Continuo a sentir minhas mãos afundando, e eu sempre tive essa sensação de peso nas mãos. Depois disso eu saí de viagem, não continuei nessa casa. E ainda com as mãos pesadas.


Começo a sentir formigamento do lado esquerdo, e minhas mãos com peso.

Estou nos degraus de um templo xintoísta em Nara. Não consigo entrar, parei na porta, fiquei olhando. Minhas mãos estão afundando. Tudo está silencioso, não há ninguém. Minha intenção era encomendar uma missa, mas sabia que ele não iria gostar disso, que ele não queria que eu ficasse me apegando a saudade. Por isso parei nos degraus, em dúvida. Minhas mãos incomodam muito.

Voltei para a floresta, bem silenciosa, escuto o barulho dos meus passos nas folhas secas. Tomei uma flechada no ombro esquerdo, encostei em uma árvore. Vejo muita, muita luz do sol, quase me cega. Não sei quem atirou em mim, mas sei que morri. A pessoa parou na minha frente, mas não consigo enxergar. Estou feliz, sei que acabou, algo se encerrou, sinto alívio.

Não vejo mais nada.


Um chalé nas montanhas, parece a Suíça. Um vale verdinho, cheio de árvores. Estou sentada em uma sala nesse chalé. Chegou um homem, cabelo curto, barba média, roupa clara, ele sentou na minha frente e perguntou como estava o meu ombro e se eu estava bem. A presença dele me faz querer chorar de alegria, sei que ele não é o Mestre do Barco, mas é alguém que me faz bem.



(O lugar que vi era mais ou menos assim, mas era tudo bem simples, poucos móveis em madeira simples, mas a vista era bem parecida. Voltei para esse chalé muitas vezes, e o clima era sempre nublado)


Ele pegou minha mão, disse que estava tudo bem. Sinto cansaço, ele diz para eu ir deitar. Ele é o Alberto, meu mentor.


Estou andando na beira de um riacho, parece estar frio pois está bem nublado, mas eu estou bem. Estou conversando com Alberto. Me sinto em paz, porém incomodada, quero saber o que preciso fazer, qual é o próximo passo. Não que eu queira sair dali, parece ser um lugar muito bom, mas quero saber o que vai acontecer. Ele me levou para o alto daquele promontório.


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